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1950
Verão, 23 de janeiro, nasce às 18 horas em ponto, hora do ângelus,
no Hospital Santa Luiza de Goiânia, Goiás, Gabriel José Nascente,
quarto filho de Antônio Estrela Nascente e de Antônia Barbosa Nascente.
Seus avôs paternos, José de Paula Nascente e Aurora da Costa Estrela
Nascente foram de origem rural, nascidos e criados no eito, da Fazenda
Ouro Fino, município da cidade ferroviária de Urutaí, Goiás. Pai e avô
foram homens dedicados à dura lida das serrarias. Antônio Estrela
Nascente, marceneiro de esmerado talento, desfrutava também de brilhante
inteligência para as questões das ciências aritméticas. Já os avôs
maternos, Antoniro Barbosa de Faria e Liberalina Pinto Barbosa, também
originaram-se da faina camponesa, com raízes na Fazenda Mata de São
Pedro, município da antiga cidade de Pouso Alto, hoje Piracanjuba, Goiás. A infância
do menino Bié foi literalmente vivida em contato com a rudeza operária
da marcenaria do seu pai Tunico Nascente (Seu Tunico), erguida sobre rijos
troncos de aroeira, à rua 75, nº 3, defronte à Escola Técnica Federal
de Goiás, no antigo Bairro Popular, de Goiânia, onde funcionou ao longo
dos anos 50. Ambiente propiciado ao fluxo de operários e estudantes,
principalmente, onde o pequeno vate desenvolveu sua infância ao lado dos
seus sete irmãos. Antônio Estrela Nascente pertenceu à saga de
pioneiros da construção da nova capital goiana. 1956
Matriculado no Instituto Araguaia de Goiânia, aos seis anos de
idade, onde fez o jardim da infância e o primário. 1958
Faz primeira comunhão na Igreja Nossa Senhora Coração de Maria.
Morre, prematuramente, aos 36 anos, seu pai Antônio Estrela Nascente, a
28 de dezembro, vítima da doença de Chagas, deixando numerosa prole (de
oito filhos) e esposa na orfandade. A partir daí, com a morte do pai, o cérebro
do então garoto se transforma numa caixa de tumulto, buscando aventuras
arrojadas à sua tenra idade. Passa a dividir o tempo entre serviços braçais
na marcenaria do seu tio José de Paula Nascente, e peraltices esdrúxulas,
na infância. 1962
Aos doze anos fabricou, em estrutura de madeira revestida com lâminas
de duratex, um submarino, o qual conduziu em carrinho de rolimã até às
turvas águas do rio Meia Ponte — cachoeirinha da Usina do Jaó —
local onde atirou o submersível às águas, com um colega a bordo: Joãozinho,
que anos mais tarde se suicidara com fortes doses de formicida, às
margens do córrego João Leite, em pleno matagal. Experiência essa que,
por um fio, acabaria em tragédia, caso não aparecesse um pescador, no
preciso momento em que o “aparelho” ganhava profundidade, levando ao
afogamento seu piloto. O que, felizmente, ele voltou à tona, a salvo. Por
causa disso, e também por outras travessuras de rebeldia na adolescência,
o Bié da 75, foi alcunhado de cientista louco. 1963
Arquiteta (e lidera) uma fuga para a África, aos 13 anos de idade,
comprando uma cartucheira de dois canos, calibre 22; arma que foi
experimentada, à plena luz do dia, no brejo do bosque do Botafogo,
coberto de folhagens, regos d’água e lama. Projeto que culminou com a
prisão de alguns de seus integrantes (todos menores), e a fuga do seu líder,
o poeta, para a vizinha cidade de Anápolis, escondido na carroceria de um
caminhão, munido apenas de alguns livros escolares, um canivete, uma
lanterna e alguns centavos em dinheiro. 1964
Aprovado nos exames de Admissão ao Ginásio Industrial da Escola Técnica
Federal de Goiás - ETFG. 1965
Escreve seus primeiros poemas e torna-se companheiro de classe do
poeta Aidenor Aires. Um ano mais tarde, o etefegeano reúne material
suficente para sua estréia literária, e publica o livro de poesias Os
gatos, em 1966. Por paixão a tão louco projeto, o departamento pedagógico
da ETFG o encaminhou ao consultório psiquiátrico do dr. Walter Massi.
Diagnóstico: a doença era mesmo a poesia. Inscreve-se numa corrida de
bicicleta (categoria adulto) e chega vitorioso ao pódium, aplaudido pela
multidão de populares, no dia 24 de outubro, data consagrada ao aniversário
de Goiânia. Não percebendo os acenos do fim da competição ciclística,
o arrebatado atleta continuou correndo, sem se dar conta de que já era
campeão. 1966
Sobe, pela primeira vez, ao palco da Escola Técnica Federal de Goiás
e interpreta o poema Nordeste, de sua autoria. Apresentação que
lhe rendeu calorosos aplausos. Naquele mesmo ano, vive o papel de
vice-bruxo na peça teatral “A bruxinha que era boa”, de Maria Clara
Machado, e mergulha na ficção de Franz Kafka, lendo-o apaixonadamente. 1967
11 de janeiro, lançamento do seu primeiro livro de poemas Os
gatos, na antiga livraria Bazar Oió, de Goiânia, quando reuniu
numerosas autoridades, intelectuais e amigos, autografando mais de uma
centena de exemplares. Primeiras leituras da poesia de Augusto dos Anjos,
Guerra Junqueira, Antero de Quintal e Edgar Alan Poe. Conhece o professor,
poeta e crítico literário Domingos Félix de Souza, o qual, a partir
daquele ano, lhe orienta no caminho das letras, ajudando-o pessoalmente a
publicar seus livros. Também é deste ano a viagem que o jovem poeta
empreendeu sozinho, ao Rio de Janeiro, onde se fez hóspede do renomado
poeta brasileiro Moacyr Félix — outro guia intelectual de sua obra poética
ao longo dos anos futuros. Com ambos os Félix, sedimentou fidedigna
amizade, que perdura. Em dezembro, recebe o diploma de formando do Ginásio
Industrial da ETFG. 1968
Entra pela primeira vez na redação de um jornal, o semanário Cinco
de Março, onde conhece e trava amizade com o jornalista Batista Custódio
e tantos outros da linha de combate às atrocidades militares deflagradas
contra a liberdade de imprensa em todo o país, durante o período da
recessão imposto pelo Golpe de 64. Naquele ambiente de jornal impresso à
base de linotipo, o poeta estreante aprende, na prática, suas primeiras
noções de jornalismo. Tenta adaptar para o teatro o texto da novela A
metamorfose, de Franz Kafka. Já enturmado à equipe de redatores
daquele jornal, ensaia seus primeiros passos de repórter, escrevendo
textos e matérias. 1970
Conhece os editores Irmãos Oriente (Taylor e José Modesto, o
Zezinho, ambos falecidos) e publica pela Ed. Oriente o livro Reflexões
do conflito, poemas em parceria com o poeta Aidenor Aires. Nesse mesmo
ano, sai pela Imprensa da Universidade Federal de Goiás, o livro, também
de poesias, Menino de rua — composto nas oficinas do jornal Cinco
de Março, e impresso com papel cedido pela Ed. Oriente. Em novembro,
o poeta Carlos Drummond de Andrade aplaude retumbante, por carta, o
aparecimento do livro Reflexões do conflito, onde, segundo ele,
encontrou “a marca de uma personalidade poética intensamente mergulhada
no drama do mundo contemporâneo”. 1971
Deixa Goiás, numa espécie de auto-exílio, na busca de novas
perspectivas para os seus planos de vida transferindo-se para a grande São
Paulo em companhia do poeta e jornalista Brasigóis Felício. Ali, após
meses de penúria e desempregado, é recebido pelo poeta Menotti Del
Picchia, da Academia Brasileira de Letras, que lhe arranja emprego na hoje
extinta Livraria Martins Editora; tornando-se amigos. Escreve os poemas de
Colméia de anônimos. Nos meses em que viveu (sobreviveu) na
paulicéia desvairada, partiu para o corpo a corpo, vendendo pessoalmente
seus livros na Feira Hippie da Praça da República bem como em
restaurantes, choperias e boates, da populosa capital. Retorna à Goiânia,
em caráter de visita, durante os festejos dezembrinos, e decide não mais
voltar para São Paulo. Novamente desempregado, refugia-se numa fazenda às
margens do rio Claro, no sudoeste goiano, onde se entrega desesperadamente
à leitura das obras de Albert Camus. 1972
É publicado pela Editora Oriente, Viola do povo (Cadernos
de Poesia I), com patrocínio do Centro dos Professores de Goiás. Obra,
inclusive, lançada no Bar do Mercado Central de Goiânia, com pastel e
chope para o povo. Meses depois, veio à tona, pela mesma editora, o livro
A Escalada Poética de Gabriel Nascente - seleção de estudos
sobre a poesia de GN, organizada pelo professor Manuel Jesus de Oliveira.
A revista Hispano-Americana, em sua edição de nº 15, publica o
poema Reminiscências da terra, de sua autoria, na seção Un
Minuto para la Poesia. 1973
Sai, pela Livraria Martins Editora, de SP, capital, o livro Colméia
de anônimos, com prefácio de Menotti Del Picchia. É eleito Patrono
do Clube de Leitura do Centro de Formação de Professores Primários de
Morrinhos-CFPP, pelos bolsistas daquele Centro. Indicado pela Secretaria
de Educação e Cultura do Estado para representar Goiás no Primeiro
Concurso Nacional de Poesia Falada, em Salvador-BA. E ali, no Teatro
Castro Alves, interpreta o poema O dia do julgamento. 1974
Aparece a 1ª edição de Um balde cheio de flores pra Manuela não
chorar, pela Editora Oriente. É homenageado pela Prefeitura de Goiânia,
com o título de “Personalidade do Ano 74”. O jornal Rio Negro,
o diário mais antigo e de maior circulação da Patagônia, General Roca,
Argentina, de novembro de 1974, dedica meia página à poesia de Gabriel
Nascente, com notas e traduções de Natalio Kisnerman. Conhece o poeta
Vinícius de Moraes, em Goiânia, e o acompanha durante três dias, em sua
digressão etílico-teatral. Entrevista o romancista Jorge Amado durante
as filmagens de um documentário sobre sua obra, no Mercado Modelo de
Salvador, cidade baixa. A convite do Cerimonial do Governo do Estado de
Pernambuco, visita Recife, e tem como anfitrião o poeta Marcus Accioly.
Foi chamado a integrar a comitiva que acompanhou um cônsul japonês, numa
caçada de baleias pelos mares do nordeste. “Ora vejam: — noticiou o
jornalista José Elias, em sua coluna Comunicações de O Popular,
edição de 1º de dezembro de 1974 - nosso menino de rua, às voltas com
os problemas existenciais, convocado a participar de aventura tão fantástica
como a caça à baleia, em suntuosos barcos japoneses”. 1975
Sai, pela Pd. Araújo - Livaria e Editora Cultura Goiana, o
livro Os passageiros, poemas. Atravessa o Mar del Plata em direção
a Argentina, onde cumpre missão cultural no Centro de Estudos Brasileiros
de Buenos Aires e vê uma seleção de poemas de sua autoria vertidos para
o castelhano pelo professor e poeta Dilermando Rocha. Trabalho este que
resultou na publicação do livro El llanto de la tierra, 24 anos
depois, na cidade de Concepción, no Chile. Em Buenos Aires, o poeta
frequenta a sede da Agrupación Gremial de Escritores Argentinos. Sua
passagem pela capital portenha foi saudada em versos pelo autor de El
agua mansa, Dilermando Rocha. De volta ao Brasil, é recebido pelo
poeta Carlos Nejar, em Porto Alegre-RS, e tornam-se amigos. Visita o
escritor Érico Veríssimo, em sua casa, para entrevista jornalística.
Participa, à convite do professor e poeta Gilberto Mendonça Teles, em
agosto, no Rio de Janeiro, da tradicional reunião sabática, do sorvete
com bolachas, na biblioteca do escritor Plínio Doyle, onde conhece Carlos
Drummond de Andrade, Juscelino Kubitschek, Mário da Silva Brito, Homero
Homem, Alfonsus de Guimaraens Filho, dentre outros. 1976
Nasce a 17de janeiro sua filha Vanessa Rodrigues de Almeida
Nascente. Candidata-se à cadeira de número 14 da Academia Goiana de
Letras, aos 26 anos, e provoca polêmica entre os intelectuais goianos, na
imprensa. Apesar de obter apenas um único voto, tumultuou a candidatura
do seu concorrente. É publicado nas páginas 21 e 22 da Antologia, das
ediciones Figaro, ano IV, nº 5, de Buenos Aires, como único
figurante da poesia brasileira. 1977
Inicia correspondências com o poeta Ronald Cláver, de Belo
Horizonte, MG; e com ele publica Exilados do sol — um livreto, em
duplex, artesanalmente confeccionado. O jornal O Globo, do Rio de
Janeiro, em sua edição de 10 de junho, o chama de “um fenômeno literário”.
Também o jornal O Aspep - Órgão da Associação dos Servidores Públicos
do Estado da Paraíba, em sua edição de agosto, o trata como “um dos
maiores fenômenos poéticos de Goiás”. 1978
Lança, em meio a móveis e eletrodomésticos, o livro A nova
poesia em Goiás, antologia dos poetas goianos, editada pela Oriente.
Nasce o seu filho Thiago Estrela Nascente. Viaja, em companhia do seu
editor José Modesto Oriente, para João Pessoa, na PA, onde recebe da
Academia Paraibana de Poesia o título de “Embaixador da Poesia
Brasileira”. 1979
A revista Encontros com a Civilização Brasileira, número
13, da Editora Civilização Brasileira S/A, RJ, publica vários poemas
seus. Lança a antologia dos poetas bissextos: Colheita (A Voz dos
Inéditos), em edição da Unigraf. 1980
Publica, pela Editora Oriente, Pastoral, poemas, com prefácio
de Moacyr Félix. É citado por Assis Brasil em O Livro de Ouro da
Literatura Brasileira (400 Anos de História Literária), pág.
223, Grupo Ediouro / Editora Tecnoprint S.A., RJ. 1981
Sai, pela Civilização Brasileira - Massao Ohno / Editores, do Rio
de Janeiro, Águas da meia ponte, também prefaciado por Moacyr Félix.
Volume 48 da Coleção Poesia Hoje. Recebe o Troféu Tiokô, da União
Brasileira de Escritores, Secção Goiás, como o autor que mais se
destacou na área de literatura no ano de 1980. Entrevista, no Rio de
Janeiro, os escritores Pedro Nava, José J. Veiga, Edilberto Coutinho e
Moacyr Félix. 1982
Sai, pela Editora Civilização Brasileira S/A, RJ, Chão de
espera, (segunda edição do livro Menino de rua, revisto e
ampliado), volume 64 da Coleção Poesia Hoje, daquela editora.
Conhece Maria D’Lourdes Silveira, com quem celebra união conjugal. 1984
Obtém premiação no I Concurso Nacional de Poesia Vinícius de
Moraes para servidor público, e é publicado em antologia do referido
certame, pela Editora Nova Fronteira. Recebe, ainda, o Troféu Júri
Popular Vinícius de Moraes. Vence o Concurso Literário Cinquentenário
de Goiânia, patrocinado pela Prefeitura. Concorre à presidência da União
Brasileira de Escritores, liderando a chapa Combate; é derrotado. 1985
Crônica da manhã, poemas, é publicado pela Universidade
Católica de Goiás. 1986
Aparece o seu primeiro livro de prosa, Um dia antes de mim,
novela, publicado pela Universidade Católica de Goiás. 1987
Lança, pela Editora Líder, Madrugada nos muros, poemas. E
ganha, pela segunda vez, o concurso de poesias promovido pela Prefeitura
de Goiânia, no transcurso do aniversário da capital goiana. Conhece
pessoalmente o líder do Partido Comunista Brasileiro, Luís Carlos
Prestes. 1988
Publica Janelas da insônia, poemas, pela Editora O Popular.
É eleito por aclamação o primeiro presidente-fundador do Conselho
Municipal de Cultura, do qual ainda é membro. À convite do professor Ático
Vilas Boas da Mota, empreende viagem à Macaúbas, no sertão da Bahia,
onde é homenageado pela Fundação Cultural Professor Mota, ao lado do médico
e artista plástico Getúlio P. Araújo. É selecionado pelo VII Prêmio
Scortecci de Poesia e publicado na antologia Lauréis,
volume IV, da João Scortecci Editora, São Paulo, 1989. 1989
A Editora Líder publica Trono de areia, poemas. 1990
Entrevista o poeta Ferreira Gullar. 1992
A Ediouro S/A, do Rio de Janeiro, publica Sentinelas do efêmero
(Entrevistas Literárias). Participa da Antologia da Nova Poesia
Brasileira, organizada por Olga Savary, Fundação Rio/Rio Arte,
Editora Hipocampo. Distribui cerca de dez mil exemplares do livreto A
valsa dos ratos, durante as eleições de 92, quando então disputou
uma cadeira de vereador por Goiânia, e perdeu. 1993
A ponta do punhal, poemas, é publicado pelo Cerne/GO. 1994
Candidata-se à presidência da Associação Goiana de Imprensa-AGI,
mas não chega a duelar o voto porque sua chapa não obteve registro. 1995
Sai, pela Fundação Cultural Pedro Ludovico / Cerne, Ventania,
poemas. É antologiado, simultaneamente, por duas publicações de âmbito
nacional: Poesia Sempre, revista semestral de poesia, ano 3, número
5, da Fundação Biblioteca Nacional / Departamento Nacional do Livro; e Sincretismo
- A Poesia da Geração 60, com introdução e organização de
Pedro Lyra. Fundação Cultural de Fortaleza / Fundação Rio Arte /
Editora Topbooks, RJ. Lança, em caráter pioneiro em todo o país, a idéia
de se publicar fragmentos de poesia, nas contracapas (parte interna) dos
talões de cheques. O Banco do Estado de Goiás S/A aprovou e executou o
projeto. 1996
É o primeiro goiano a ganhar o maior prêmio literário de poesia,
de todo o país: o Prêmio Cruz e Souza de Literatura, da Fundação
Catarinense de Cultura, Santa Catarina, com o livro de poemas A Lira da
lida. Por esta premiação o poeta recebeu dez mil reais, mais a
publicação da obra. E lança, pela Editora Kelps de Goiânia, Sandálias
de pedra, uma incursão poética ao minimalismo. 1997
É premiado pelo concurso literário da Bolsa de Publicações Hugo
de Carvalho Ramos, com o livro de poemas Os aventais da púrpura.
Recebe 20 salários mínimos, mais a publicação da obra. E lança, pela
Editora Kelps, Goiás, meio século de poesia, antologia de poetas
goianos. Participa, com substanciosa colaboração, da antologia A
poesia goiana no século XX, organizada por Assis Brasil, publicada
pela Imago Editora, do Rio de Janeiro. 1998
Pela Editora Kelps, publica mais dois novos títulos: A cova dos
leões, romance e O anjo em chamas, poema dramático sobre a
vida e a obra de Arthur Rimbaud. 1999
Lança, pela Editora Kelps, A taça derramada, poemas. É
publicado, em Concepción, no Chile, o livro El llanto de la tierra
(Prantos da Terra), seleção de poemas traduzidos para o castelhano pelo
também poeta Dilermando Rocha, do Centro de Estudos Brasileiros de Buenos
Aires, na década de 1970. Em edição de Sérgio Ramón Fuentealba e Cecília
Zuñiga Sanhuesa. Por iniciativa do ministro Elias Bufaiçal, a Federação
do Comércio em Goiás o homenageia, lavrando em monumento de aço
escovado um poema de sua autoria. E a Assembléia Legislativa do Estado de
Goiás lhe outorga a Comenda Prof. Colemar Natal e Silva, e o Troféu Cora
Coralina, pelo seu conjunto de obras. 2000
É aprovado pelo Conselho Editorial do Centro Editorial e Gráfico
da Universidade Federal de Goiás-Cegraf, com o livro inédito de poemas Boa-noite,
crepúsculo, o qual será publicado pela Coleção Vertentes daquela
editora. Vence o concurso literário da Bolsa de Publicações Cora Coralina, com o livro de poemas O pão selvagem (inédito), promovido anualmente pela Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira. Também, neste mesmo ano, vence o concurso literário da Bolsa de Publicações Wilson Cavalcanti Nogueira, da prefeitura municipal de Pires do Rio, GO., com o livro inédito, A Dança do Relâmpago, poemas.
O
autor fala de sua obra ( na apresentação de
A Torre de Babel, antologia que reúne textos de livros
publicados.) |