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Moacyr Félix
Sobre obra poética
Galeria
de fotos
Moacyr Félix (de Oliveira) nasceu no
Rio de Janeiro em 11 de março de 1926. Fez o antigo
curso primário e parte do antigo ginásio em Juiz de
Fora, Minas Gerais.
De 1939 a 1941, já no Rio de Janeiro
outra vez, concluiu o ginasial no Colégio Santo Inácio,
onde também fez um curso complementar de Direito na
Universidade Católica do Rio. Ainda como estudante de direito, e
depois como advogado, trabalhou no Departamento Jurídico
da Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas (Caeeb), de
1946 a 1949.
Em 1950, foi convidado oficialmente pelo governo francês
para prosseguir seus estudos na França, na qualidade
de étudiant patronné, seguindo, até
1953, vários cursos de filosofia na Faculdade de Letras
da Universidade de Paris (Sorbonne). Foi aluno, então,
de grandes nomes como Etienne Souriau, Jean
Poirier, Jean Wahl, Merleau-Ponty e Gaston Bachellard.
Em 1953, estudou filosofia com o
prof. M. Goueroult, psicologia e
história das artes plásticas com os professores René
Huyghe e Pierre Francastel, no College de France. Ainda
em Paris, trabalhou, durante dois anos, como redator e
locutor semanal de um programa de radiodifusão e
Televisão Francesa para América Latina.
Conheceu
a sueca Birgitta Lagerblad em Paris, no final de 1950, e casou- se com ela em 1953, em
Karlshamn, na Suécia. Desde
então, permanecem casados no Brasil, com filhos e netos
brasileiros.
De volta ao Brasil, em 1954 e 1955, foi membro do
Instituto Brasileiro de Economia,
Sociologia e Política ( IBESP). Em 1954, fez
parte da equipe de redação da revista literária Marco,
e de 1954 a 1956, integrou a comissão de redação da
revista Caderno de Nosso Tempo, do IBESP (
sendo o seu ensaio mais conhecido o publicado sob o
título Aspectos da Questão Colonial , no n° 2
dessa revista ).
Nos anos de 1955 e 1956, foi redator e locutor de um
programa semanal sobre poesia e literatura, que ia ao ar
pela Rádio Ministério da Educação e Cultura no Rio de
Janeiro .
De 1956 a 1958, foi o responsável pela seção de poesia
e escreveu artigos de crítica e balanços literários
no Para Todos, jornal de cultura do
antigo Partido Comunista Brasileiro ( PCB ), dirigido por
Jorge Amado e Oscar Niemeyer, que tinha
Moacyr Werneck de Castro como redator-chefe.
De 1955 a 1960, colaborou com poemas, entrevistas e
artigos, em vários jornais, como o Correio da Manhã,
o Diário de Notícias, o Diário Carioca
e o Jornal do Brasil. De
1955 a 1962, fez parte também do
conselho de redatores e foi redator-chefe do Jornal
de Letras. Em 1962, escrevia aos domingos no Diário
de Notícias , a seção Radiografia de um
livro, dedicada a autores de filosofia, sociologia ,
política e economia.
Em 1962 e 1963, foi o organizador e prefaciador dos
três volumes da série Violão de Rua,
seleção de poemas de vários autores em livros de
bolso, feita pelo Centro Popular de Cultura (CPC)
da União Nacional dos Estudantes (UNE) . Não obstante o
enorme sucesso de público e críticas alcançadas
pela série, esta foi interrompida abruptamente
pelo movimento militar de 1964, que a exibiu e
definiu como exemplo de literatura subversiva,
malgrado todos os esclarecimentos dados por M.F. sobre o
caráter estético-filosófico que adotaria como
critério cada vez mais contrário à aceitação de
dogmatismos, stalinismos, maniqueísmos, formalismos
ocos, prosaísmos demagógicos ( Ênio Silveira e
Moacyr Félix haviam programado a série para 15
números estruturados por uma seleção cada vez mais
exigente de qualidade como criação cultural, pois, o
que se queria era abrir outros caminhos, além dos
já validamente existentes, para o desenvolvimento de
outros aspectos da vida na poesia brasileira).
Ainda em 1963, Moacyr Félix foi um dos fundadores
do Comando de Trabalhadores Intelectuais ( CTI ), que
teve a adesão no Rio de Janeiro de mais de quatrocentos
intelectuais de todas as áreas das artes, da literatura,
da ciência e das profissões liberais. Em 1964, foi
eleito membro do Conselho Deliberativo deste comando.
Desde então, sofrimento, dor e
privações de
espaços-tempos feitos de morte ou prisão, ao lado da
esperança feita de afeto, amor e sonhos da utopia no
melhor do marxismo sadio, tudo isso o poeta identificava
com as humanizações mais altas do seu cotidiano viver.
Quando pressentia no ar cheiro de ordem de caçar
comunistas, ele saía do seu lar e ia trabalhar por
alguns dias em endereços de amigos ou amigas
insuspeitos. Ênio ( Silveira ) também de vez em quando
se escondia, embora esta figura às vezes teimasse,
nessas etapas, em ficar na editora (Civilização
Brasileira), regendo-a globalmente em todos os seus
serviços e compromissos com a sua enorme coragem. Às
vezes, lá era preso, e sempre que saía da prisão
retomava os mesmos ritmos e rumos de seus combativos
trabalhos.
Foi também diretor, de 1963 a 1971, da Coleção Poesia
Hoje, da editora Civilização Brasileira,
que, juntamente com as coleções Poesia Sempre e
Poesia Viva, publicaria mais de uma centena de
poetas, em sua maioria estreantes de várias partes do
país, e alguns já então se consagrando ou consagrados,
como Carlos Nejar, Paulo Henriques Brito, Manoel de
Barros, J. C. Capinam, Salgado Maranhão, Paulo
Mendes Campos, Affonso Romano de SantAnna, Mário
Faustino, Joaquim Cardozo, Dantas Motta, Nauro Machado,
Geir Campos, José Godoy Garcia, Fernando Mendes Viana,
Ivan Junqueira (como tradutor dos Quartetos de
T. S. Eliot), entre outros .
Nesse
meio-tempo, em 1965, foi membro do conselho diretor, e
depois, de fins de 1966 até 1992, foi diretor da
coleção Perpectivas do Homem, que compreendia
mais de uma centena de livros de filosofia, política,
sociologia, estética e economia, publicada pela
Civilização Brasileira,então de propriedade do grande
editor Ênio Silveira, que a dirigia em comunhão com o
poeta contra o alienante domínio do capitalismo
norte-americano sobre as elites militarizantemente
ditatoriais, e em nome de variadas contribuições
culturais como eixos das conscientizações para o
socialismo no existir do homem rumo ao seu ser essencial
que é a liberdade .
Em
1965, Moacyr Félix fez parte do conselho de redação e
depois foi secretário da famosa Revista
da Civilização Brasileira, editada por Ênio
Silveira. Em 1966, tornou-se diretor desta revista, que
foi um verdadeiro marco na história cultural do país,
ajudando a formar toda uma geração de brasileiros. No
mesmo ano, foi também um dos idealizadores, junto
com Ênio Silveira, da Editora Paz e Terra. Durante anos,
até 1972, ocupou ali o cargo de diretor. Foi também
secretário, desde a fundação, e diretor, em 1969, da
revista Paz e Terra, fundada em julho de 1966 e
criada, como a Revista da Civilização Brasileira,
com o objetivo de ser centro de autores e idéias
favoráveis aos valores do humanismo e à incrementação
filosófica de movimentos como os da Teologia da
Libertação. Escreveu poesias e artigos para esta
revista .
De julho de 1978 a março de 1982, foi o editor-chefe da
revista Encontros com a Civilização Brasileira,
que correu o país de ponta a ponta, com a intenção de
levar artigos e textos filosóficos e políticos e
sociológicos à inteligência e ao sentimento de
milhares de leitores .
Em 1981, idealizou e dirigiu uma coleção de grandes
pôsteres-poemas, com textos ilustrados de alguns dos
principais poetas brasileiros, editados por Philobiblion,
Massao Ono e Roswita Kempf.
Em agosto-setembro de 1983, e abril-junho e
julho-setembro de 1985, foi diretor, ao lado do poeta
Carlos Lima, do jornal-tablóide Alguma Poesia, dedicado
exclusivamente, à publicação de poetas .
Em abril de 1986, Moacyr Félix foi protagonista de um
feito inédito em nosso país: em ligação direta
do Rio de Janeiro, leu para os tripulantes da espaçonave
Myr, na órbita da Terra, o seu poema que
comemorava os 25 anos de subida do primeiro
astronauta, Yuri Gagarin, ao espaço.
Simultaneamente, seu texto era transmitido em russo para toda a União
Soviética .
Foi coordenador e diretor de editoração da Fundação
Rio-Arte, do Instituto Municipal Rio-Arte, de 1987 a 1988, publicando a Revista do Brasil, dedicada à
Villa-Lobos, o no. I do Ano I da nova fase da revista Caderno
Rio-Arte e o jornal cultural Letras e Artes,
além de vários livros. Em 1990 e 1991, foi membro do
conselho editorial da revista Novos Rumos, do
Instituto Astrojildo Pereira, do PCB .
Moacyr Félix sempre foi um intelectual ativo na vida
cultural e política do país. Assinou, colaborando na
sua redação, muitos dos manifestos de intelectuais
apresentados desde 1961, no Rio de Janeiro,
reivindicando o respeito aos direitos humanos, à
cidadania, à justiça, à liberdade (inclusive a de
expressão) e à soberania do país. Por
suas lutas foi, juntamente com outros intelectuais
consagrados e respeitados, indiciado e teve prisão
preventiva pedida em 1966, nos IPMS dirigidos pelos
coronéis Ferdinando de Carvalho e Andrade Serpa .
Moacyr participou de vários congressos e eventos
culturais de relevo no país, como debatedor e
conferencista. Em 1954, integrou a comissão carioca que
representou o Brasil no Congresso Internacional de
Escritores, realizado em São Paulo. Em 1962, participou
do I Festival de Cultura Popular da UNE, sob o
patrocínio do CPC, com o lançamento da série Cadernos
do Povo Brasileiro, da qual fizeram parte os
três volumes, que prefaciou e coordenou, de Violão
de Rua.No mesmo ano, foi membro da delegação
carioca no II Festival do Escritor, promovido
pelo Conselho Nacional de Cultura, no Rio de
Janeiro.
Ainda em 1962, foi convidado para a II Semana de
Cultura, promovida pela Assembléia Legislativa do Rio
Grande do Sul , em Porto Alegre. Em 1981, foi um dos
oradores e debatedores do I Encontro de Poesia Brasileira
(Semana Joaquim Cardozo ), promovido pela Fundação do
Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (
Fundarpe ), em Recife. Em 1982, participou do II
Congresso Nacional de Letras e Ciências Humanas, na
Sociedade Unificada Augusto Mota ( SUAM ), no Rio
de Janeiro. Realizou, também, palestra sobre Criação
Cultural e História"na Faculdade de Letras da
Universidade Federal do Ceará .
Em 1985, participou do Congresso Brasileiro de
Escritores, em São Paulo, como orador do II Congresso de
Literatura da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro,
com palestras sobre o tema Literatura e Democracia.
Em 1987, foi poeta-orador na cerimônia
instalação do Departamento de Formação e
Cultura da Confederação Geral do Trabalho ( CGT ), na
Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( UERJ ).
Realizou, também, conferência na Sociedade de
Psicologia Analítica de Grupo (SPAG), no Rio de
Janeiro. Participou, ainda, de mesa redonda no XXI
Encontro Nacional de Escritores, promovido pela
Fundação Cultural de Brasília. Em 1988, integrou o
Seminário da Perplexidade Nacional, no Arquivo
Geral da Cidade do Rio de Janeiro, organizado pela
Secretaria Municipal de Cultura. Em 1998,
realizando palestra e debate, esteve no XXI
Congresso Brasileiro de Língua e Literatura na UERJ. Foi
o presidente de honra do X Congresso Nacional de
Letras e Ciências Humanas da SUAM, de 19 a
25 de julho de 1992.
Moacyr Félix notabilizou-se também como membro de
várias comissões julgadoras de respeitados concursos
nacionais de literatura. Entre eles, destacamos os
seguintes : Concurso de Literatura Cidade de Belo
Horizonte (Prefeitura Municipal de Belo Horizonte,
MG 1982 ) ; I Concurso Nacional de Poesia Vinicius
de Moraes (União dos Servidores Públicos Civis do
Brasil, 1984 ): Prêmio de Poesia e Literatura (Fundação
Rio-Arte e Editora Philobiblion,1984)); Prêmio de Poesia
e Literatura ( Fundação Rio-Arte e Editora
Philobiblion,1986 ); Concurso Jovem Poesia ( revista
Presença , Rio de Janeiro, RJ,1986) ; Concurso Nacional
de Poesia ( Prefeitura Municipal de Cachoeiro de
Itapemirim , ES, 1985); I Concurso Balcão de Poesia ( Rio de Janeiro,RJ ,1988); Prêmio Carlos Drummond de
Andrade para Poesia-SEC/RJ (Secretraria de Cultura do
Estado do Rio de Janeiro , 1988 ); Prêmio Nacional de
Poesia ( Petrobrás, 1988); III Prêmio Carlos Drummond de
Andrade de Poesia ( Secretaria de Cultura do Estado do
Rio de Janeiro,1990); Concurso Literário Stanislaw Ponte Preta,
categoria poesia ( Secretaria Municipal de Cultura
do Rio de Janeiro,RJ,setembro de 1992).
Moacyr Félix pertence, ou já pertenceu , a várias
conceituadas instituições nacionais. Integra a Ordem
dos Advogados do Brasil,seção Rio de Janeiro, desde
1949. Foi membro do conselho diretor do Instituto
Cultural Brasil-Cuba, entre janeiro de 1963 e dezembro de
1964. É sócio-fundador da Associação Brasileira de
Crítica Literária, criada em 30 de abril de 1986. É ,
ainda do Sindicato dos Escritores do Rio de
Janeiro, tendo sido indicado em 1987, por unanimidade,
para a presidência desta entidade, a qual não pôde,
então, assumir por motivos de saúde : enfarte, pontes
de safena etc.
De setembro de 1987 a março de 1990, fez parte do
Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, onde
criou e fundamentou o prêmio Carlos Drummond de Andrade
de Poesia, oficializado por decreto estadual em 198, e
que vem sendo concedido anualmente desde 1988.
É membro da União Brasileira de Escritores (UBE,
seção Rio de Janeiro) bem como membro titular
do Pen Clube do Brasil. Em 1991, assinou o manifesto de
fundação e passou a fazer parte do Movimento em Defesa
da Economia Nacional (Modecon).
Moacyr Félix recebeu importantes prêmios em
reconhecimento à sua obra literária bem como às suas
ações como personalidade cultural influente na vida
política do país : prêmio Alphonsus de Guimaraens, do
Instituto Nacional do Livro (INL),em 1960, com O
pão e o vinho ( melhor livro de poesia de 1959);
prêmio da Associação Pasulista de Críticos de
Arte (APCA) , em 1982 , com Em nome da vida (
melhor livro de poesia no país em 1981) ; prêmio Poesia
e Liberdade , do Centro Alceu Amoroso Lima em 1985, pelo
conjunto de obra e de ações, no campo da cultura , a
serviço da liberdade ( este prêmio lhe foi entregue em
sessão pública pelo próprio Presidente da República)
. Prato de prata, no VII Congresso Nacional de
Letras e Ciências Humanas, da SUAM , em 1986 ; placa de
prata , do Instituto Astrojildo Pereira, do PCB, em 1987
; medalha de bronze, do Governo do Estado do Rio de
Janeiro, recebida no Museu da Imagem e do Som
(MIS), por serviços prestados à cultura no
estado; medalha Pedro Ernesto , concedida por unanimidade
pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 20 de
setembro de 1991, por serviços prestados à cultura
nesta cidade; em 18 de novembro de 1992 foram dados os
prêmios e as menções honrosas do Concurso
Nacional de Poesia Moacyr Félix ,
instituído pelo Sindicato dos Escritores . Foi-lhe
outorgado também, em 1994 , o prêmio Nacional de
Poesia, instituído pela Fundação Biblioteca
Nacional . Em 31/8/92, assinou os manifestos de
intelectuais dirigidos aos Presidentes da Câmara
dos Deputados e do Senado Federal apoiando o pedido
de impeachment do presidente Fernando Collor ;
proferiu palestra em 11/5/93, na UFRJ , como
o orador em sessão pública do Encontro com
os Escritores de Poesia ; orador de encerramento,
sobre o tema América , a utopia naufragada? em
Congresso promovido no auditório solene da Universidade
Gama Filho , em 23/10/92, quando foi, então, homenageado
com uma Placa de Ouro; em 24/7/96, foi
também escolhido, por unanimidade, para ser o
homenageado em Moção de congratulações e
aplausos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro ,
que assim comemorou o Dia do escritor. Vários poemas
seus foram traduzidos em diversas antologias da poesia
brasileira no exterior, ou em jornais e revistas.
Além
disso, compõem sua obra os seguintes livros de poesia
: Cubo de trevas, 1948 ; Lenda e
Areia , 1950 ; Itinerário de uma tarde ,
1953; O pão e o vinho , 1959 ; Canto para
as transformações do homem, 1964 ; Um poeta
na cidade e no tempo, 1966 ; Canção do exílio
aqui ,1977 ; Neste lençol,1977 e 1992 ;Invenção
de crença e descrença, 1978 ; Em nome da vida,
1981 ; Antologia poética , em 1993. Desde a sua
criação, em 1991 , é membro do Conselho Editorial da
revista Poesia Sempre, editada pela Fundação
Biblioteca Nacional. Em 13 de maio de 1996, a FUNARTE,
Fundação Nacional de Arte, inaugurou no Rio de Janeiro,
em sua homenagem, o Espaço Cultural Poeta Moacyr Félix,
em cujas paredes constam um enorme retrato do poeta e uma
também grande placa de bronze em que foi escrito que
tudo é uma homenagem ao fato de ele ter posto sua vida e
sua obra a serviço do Amor e da Liberdade. Em maio
de 1997, o presidente da Funarte, por sugestão do
próprio poeta, resolveu fazer, sob o título Quinta
de Poesia, um permanente espaço de análise e
promoções da poesia brasileira contemporânea no
Espaço Cultural Poeta Moacyr Félix .
Em outubro de 1997 alguns poemas seus, lidos por ele
próprio durante uma hora, foram gravados num CD pela
Drum Studio Gravadora .
Em agosto de 1998, o poeta entregou pessoalmente
aos três primeiros colocados os prêmios Troféu Moacyr Félix , que eram volumosas
estatuetas de 30 cms de altura e ouro, prata e bronze,
prêmios patrocinados pela Petrobás e pela Sociedade dos
Poetas Cariocas (SPOC) em sua homenagem, e dados em
solenidade comemorativa dos 156 anos de existência da
Biblioteca Pública Estadual do Rio de Janeiro. Foi
lançada em 5 de novembro de 1998 uma antologia com os
oitenta primeiros classificados dos quase novecentos
autores que concorreram ao Troféu Moacyr
Félix.
Além das obras acima citadas, o poeta escreveu ainda em
1998 o livro de poemas intitulado Singular
Plural, editado pela Record, onde ele próprio
selecionou uma pequena amostra das poesias
contidas em cada um de seus livros, algumas delas
até alteradas, desde 1944 -1948, datas da criação de Cubo
das trevas, seu livro de estréia .
Ainda em 1998, organizou, sob vários aspectos, a vida,
as idéias socialistas e as lutas pela
liberdade do corajoso editor Ênio em livro que intitulou
Ênio Silveira, arquiteto de liberdades,
enfatizando também as lutas que o heróico editor
exerceu durante anos movimentando a história cultural e
política da inteligência brasileira, sempre , aliás ,
lado a lado com seu grande amigo , o Poeta Moacyr Félix
.
No início de 1999, o poeta lançou outro livro, Introdução
a escombros, pela editora Bertrand do Brasil, onde
cruza poesia e prosa em várias meditações
poético-filosóficas e políticas sobre a História dos
indivíduos nas sociedades de hoje , sobretudo a nossa.
Finalmente, é impressa em 1999, a bela e
estruturada antologia editada por Márcio de Sousa ,
presidente da FUNARTE, toda ela organizada pessoalmente
por Moacyr Felix, com dez páginas de poemas para cada um
dos 41 poetas que estiveram no Espaço Cultural
Poeta Moacyr Félix , dizendo seus
poemas e dialogando com o público. Impressa
em grosso volume com capa dura, essa antologia,
muito procurada hoje, saiu com o título 41 Poetas do
Rio, sendo da maior importância para um
conhecimento verdadeiro de uma boa parte do que se faz de
autêntico e original , como criação poética,
nesta cidade .
Em 2000, Moacyr Félix
recebeu o prêmio do Pen Club do Brasil e o prêmio
Jabuti, por Introdução a Escombros. Singular Plural, antologia que
reúne um conjunto representativo de poemas que constituem
sua obra, proporcionou-lhe o prêmio de Poesia do ano 2000 da Academia Brasileira de
Letras .
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