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Magdala França
Vianna
Magdala
França Vianna nasceu em Santa Maria Madalena (RJ),
cidade de onde veio a inspiração de seu nome: Ma(g)dalena nascida em Magdala (cidade da
Galiléia onde nasceu Maria, a Ma(g)dalena, a Maria
de Magdala). Ainda menina de pouca idade,
foi morar em Campos dos Goytacazes (RJ), terra de seu pai.
Em Campos, cresceu e passou parte de sua existência. Foi
professora em todos os graus, níveis e modalidades de
ensino e diretora do Liceu de Humanidades de Campos, onde
introduziu, em 1984, a partir de reforma curricular, o
ensino obrigatório do espanhol no primeiro e segundo
graus, em uma proposta de integração político-cultural
com a América Latina. Com isso, o Liceu foi a primeira
Instituição de Ensino a praticar oficialmente o ensino
do espanhol no Estado do Rio de Janeiro. Criou também,
no mesmo ano, o Centro de Estudos de Línguas
Estrangeiras (Espanhol, Francês e Inglês) para
comunidades diferenciadas. Ainda em 1984, implantou e
oficializou, no segundo grau, o Curso de Processamento de
Dados, como parte de seu projeto de reforma curricular.
Criou e organizou Centros de Estudos para alunos da
periferia de Campos, excluídos do sistema escolar, e
participou de vários programas sociais e políticos
ligados à atividade canavieira, como o projeto Mulher
e cana, tornando visível a exploração da
mão-de-obra feminina na zona rural de Campos. Participou
ativamente de movimentos políticos na década de
sessenta e foi a primeira presidente da Associação
de Mulheres de Campos. Elaborou relatório para a Organização
Internacional do Trabalho OIT, em 1992, sobre
a exploração da mão-de-obra infantil na indústria
canavieira no Norte Fluminense.
Graduou-se em Letras
Línguas e Literaturas Neolatinas, na década de
60, pela Faculdade de Filosofia de Campos, onde foi
titular das cadeiras de Literatura Brasileira e Língua
Portuguesa, professora de Língua e Literatura Francesa e
Cultura Brasileira, além de produzir eventos
culturais relacionados a essas áreas de ensino e
participar, como jurada, de festivais de música e
concursos literários. Foi também professora da Aliança
Francesa de Campos, especializando-se em Metodologias de
Língua Estrangeira para crianças, ministrando, na
década de 70, cursos áudio-visuais para públicos de 3
a 7anos.
Em outras Instituições de
Ensino ( Universidade Cândido Mendes, Faculdade de
Filosofia de Campos, AEUDF Brasília, CEUB
Brasília, Liceu de Humanidades de Campos), trabalhou
sempre com o texto literário em suas mais amplas e
profundas acepções, notabilizando-se sempre por um
fazer pedagógico afinado com a proposta de revelação
do mundo e de construção da cidadania pelos caminhos do
ler e do escrever.
Realizou inúmeras montagens teatrais derivadas da
adaptação de textos de poetas contemporâneos,
criações coletivas com grupos de teatro da Faculdade de
Filosofia de Campos e da Universidade Cândido Mendes.
Dirigiu, no Teatro de Bolso de Campos, Morte e Vida
Severina, de João Cabral de Mello Neto, Os
netos de Deus, de Walmir Ayala, A casa de
Bernarda Alba, de Federico García Lorca, Aquela
coisa toda, do grupo Asdrúbal trouxe o trombone, Computa,
Computador, Computa! e A História é uma
história de Millôr Fernandes, participando de
festivais universitários e projetos de pesquisa de
teatro experimental. Revelando-se também no manejo
do texto infantil, encenou Maria Clara Machado, Ziraldo,
Maria Mazetti e Cecília Meireles; produziu textos para
teatro de marionetes, fantoches e teatro de
expressão.
Mestre em Literaturas Francófonas pela Universidade
Federal Fluminense (UFF), defendeu dissertação sobre a
produção cultural do Caribe Francês (Martinica e
Guadalupe), onde esteve em 1995, em trabalho de pesquisa.
Com o título de Hibridismo e crioulidade: conflito e
diferença na dispersão e pluralização do
sujeito canônico (ou o dia em que a Fada Caraboça parou
de rir como se solfejasse a Quinta Sinfonia de Beethoven),
analisou a obra do escritor Patrick Chamoiseau,
entrevistado na Martinica, ganhador do Prêmio Goncourt
francês em 1994, com o romance Texaco.
Atualmente elabora tese de doutorado em Literatura
Comparada sobre o Caribe Francês (Martinica) e o
Nordeste brasileiro, pesquisando a obra de Ariano
Suassuna e o Movimento Armorial do Recife com
suas expressões mais recentes como a que se traduz na
multiplicidade da obra de Antônio Nóbrega (pesquisador
da cultura popular nordestina, compositor, dançarino,
ator, músico).
PRODUÇÃO
ACADÊMICA
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