Olga
Savary nasceu em Belém, Pará, 21 de maio de 1933, sob o
signo de Gêmeos, às 8 horas da manhã, com ascendente
em Gêmeos. No horóscopo chinês: Galo. Filha única de
pai russo, Bruno Savary, com ascendência francesa,
alemã e sueca e mãe brasileira, Célia Nobre de
Almeida, paraense de Monte Alegre, de origem
pernambucana, descendentes de portugueses e com uma
bisavó índia. Estudou em Belém, Fortaleza e Rio de
Janeiro.
Começou a escrever aos 10 anos em 1943, quando
produziu um jornal artesanal, com poemas textos e
desenhos. Publicou muitos de seus poemas em jornais e
revistas do Rio, Belém e Minas Gerais, assinando alguns
como Olenka. O primeiro livro, Espelho
Provisório, foi publicado pela editora José
Olympio em 1970, recebendo, em 1971, o Prêmio Jabuti da
Câmara Brasileira do Livro, São Paulo.
Compositores de música
erudita de vanguarda ( como Aylton Escobar, Guilherme
Bauer, Ricardo Tacuchiam, Vânia Dantas Leite e Guerra
Peixe) usaram poemas de Espelho Provisório,
de Sumidouro, de Altaonda e de Magma, em mais de
40 concertos do Rio e também no exterior, a partir de
1972, sob o patrocínio do Departamento de Cultura do Rio
de Janeiro.
Seus poemas também foram
utilizados como material de palestras e cursos de
Literatura ( Gilberto Mendonça Teles, na PUC-RJ,
Angélica Soares e Dalma Nascimento, na UFRJ, Lucila
Nogueira, na UFPE, Marlene Paula Marcondes e Ferreira de
Toledo, na USP), Psicanálise (Wilson de Lyra Chebabi) e
Astrologia (Martha Pires Ferreira), entre outros.
Olga Savary dirigiu o setor de Literatura da Casa do
Estudante do Brasil, no Rio, a convite do Embaixador
Paschoal Carlos Magno.
Colabora em quase todos os jornais e revistas do Brasil e
do exterior como poeta, ficcionista, crítica, jornalista
e tradutora.
Em suas atividades
jornalísticas, iniciou a coluna As Dicas (notícias culturais, comentários e sugestões) no
jornal O Pasquim, onde se manteve
de 1969 a 1982 como colaboradora, entrevistadora e
tradutora. Exerce jornalismo literário há mais de 40
anos, tendo recebido em 1987 o Prêmio Assis
Chateaubriand da Academia Brasileira de Letras para a
Coletânea de Artigos Literários publicados na Imprensa
com o livro As Margens e o Centro.
Integra antologias de poesia brasileira contemporânea no
Brasil e no exterior.
Fez parte de júris
(julgando letra) de vários Festivais de Canção
Estudantil, a partir de 1972. Fez parte do júri dos
Carnavais de 1975, 1983, 1984, 1986, 1988 e 1990,
julgando letra de sambas-enredo das Escolas de Samba do I
Grupo, no Rio e em São Paulo. Participou do júri do
Festival de Música Popular Brasileira (1980) da TV
Globo.Também participou de vários movimentos de poesia
como Ex-Poesia 1 (PUC,
Rio, 1973), Ex-Poesia 2 (Curitiba,
Paraná, 1973), PoemAção (Museu
de Arte Moderna, Rio, 1974), sob organização do poeta e
professor Affonso Romano de SantAnna etc.
Em 1975 foi escolhida
Mulher do Ano em Literatura pelo jornal O
Globo, Rio de Janeiro.
Poemas seus foram publicados em Buenos Aires (Revista Crisis),
em Lisboa (Revista Colóquio/Letras),
em jornais e revistas de Londres, em Copenhague
(Dinamarca), nos Estados Unidos (Poema Convidado da
Universidade de Georgetown, e Universidade de Indiana, a
partir de 1973), na Revista Via,
em 1977, na revista II Cavalo de Troia (Milão, Itália, 1982), em Zerstreuung des
Alphabets (Alemanha), Canadá e Japão.
Seu 2° livro , Sumidouro (Massao Ohno, João Farkas/Editores, SP, 1977), foi
escolhido Melhor Livro do Ano pelo Jornal do
Brasil (Rio) e ganhou o prêmio Poesia 1977
da APCA Associação
Paulista de Críticos de Arte.
Tradutora de mais de 40
títulos dos principais escritores hispano-americanos,
recebeu o Prêmio Odorico Mendes 1980 de Tradução, da Academia Brasileira de Letras, com Conversa
na Catedral, romance de Mario Vargas Llosa.
Participou da VI Bienal
Internacional do Livro, em São Paulo, em 1980, no I
Seminário de Literatura Brasileira.
Juntamente com Walter Clark, Muniz Sodré e Jose Wilker,
fez parte do I Debate Cultural, organizado por Gustavo
Barbosa e promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian /
Soart e TV Educativa, no Rio, 1981.
Participou do Projeto
Escritor 1981, realizando dois depoimentos como escritora
na Biblioteca de Santana e na Biblioteca de Pinheiros,
promovidos pela Secretaria Municipal da Cultura de São
Paulo, sob a gestão do poeta Mario Chamie.
Altaonda ( Edições Macunaíma / Massao Ohno Editor, 1979),
seu 3° livro, recebeu o Prêmio Lupe Cotrim Garaude de
Poesia (1981) da União Brasileira de Escritores de São
Paulo.
Seus poemas foram
apresentados no espetáculo Fala Poesia,
durante dois meses, no Teatro Brasileiro de Comédia,
mais tarde levados em cinco bibliotecas e no Teatro Ruth
Escobar, sob o patrocínio da Secretaria da Cultura de
São Paulo, musicados por Déa Bertran, interpretados por
atrizes: Isadora de Faria e Núbia de Oliveira.
Mais sete compositores de
música popular (Paulo Ciranda, Irinéa Faria, Rosa
Passos, Mirabô, Flávio Pantoja, Madan e José Luiz
Nogueira) musicaram poemas de Olga Savary.
Participou do I
Festival da Mulher nas Artes, organizado por
Ruth Escobar e pela Editora Abril em São Paulo, 1982,
ano em que Natureza
Viva: Uma Seleta dos Melhores Poemas de Olga Savary é editado pelas Edições Pirata, no Recife. No mesmo ano sai Magma ( Massao Ohno-Roswitha Kempf/ Editores),
saudado pela imprensa e pela crítica como o primeiro
livro todo em temática erótica escrito por mulher no
Brasil, Prêmio Olavo Bilac 1983 da Academia Brasileira de Letras.
Visando a um benefício
coletivo para escritores e tradutores, num esforço
individual através de cartas à Prefeitura do Rio de
Janeiro, de 1982 a 1984, conseguiu abolir o imposto de
ISS para as duas categorias.
Em 1984 foi eleita Membro
Titular do PEN Clube, associação de escritores ligada
ao PEN Internacional/UNESCO.
Também em 1984 lança Carne
Viva I Antologia
Brasileira de Poesia Erótica, sob sua
organização, reunindo 77 dos melhores poetas de todo o
Brasil, Ed. Anima, RJ.
Abre a I Semana do
Japão, proferindo a palestra: Hai-Kai, a
poesia clássica japonesa,
no auditório da Associação Comercial do Rio de
Janeiro, realizada pelo Consulado Geral do Japão,
Câmara do Comércio e Indústria Japonesa, e Instituto
Cultural Brasil-Japão.
Representou o
Brasil no Poetry International 1985 de Roterdan, Holanda, importante congresso europeu de
poesia (convidada, junto com João Cabral de Melo Neto,
Ferreira Gullar e Lêdo Ivo, em homenagem à poesia de
língua portuguesa e na primeira vez em que o Brasil foi
convidado), sendo a única mulher entre a delegação
portuguesa e brasileira. De volta, apresentou-se no
Restaurante Botanic, em duas noites de agosto, lendo 20
poemas dos que apresentou na Holanda em português e a
correspondente tradução para o holandês feita pelo
prof. August Willemsen, da Universidade de Amsterdam.
Saturnal,
poema seu musicado por Paulo Ciranda, é apresentado em
vários shows de São Paulo e no projeto Pixinguinha, da
Funarte, no Rio, no teatro Glauce Rocha e no circo
Voador, pela cantora e atriz paulista Maricene Costa, com
um conjunto de músicos e de bailarinos.
Em agosto de 1986, lança Hai-Kais, 100 hai-kais pinçados
de seus livros anteriores e parte inédita (Rowitha Kempf
Editores), prefácio de Gerardo Mello Mourão e capa de
Sun Chia Shin, no Espaço Cultural Pasárgada (Casa de
Manuel Bandeira), no Recife. Em seguida, é homenageada,
como Poeta do Ano, com a Caminhada Poética, poetas e
artistas dizendo seus poemas pelas ruas do centro da
cidade do Recife, parando literalmente o trânsito
durante 2 horas, a convite da Fundarpe, Academia de
Letras e Artes do Nordeste Brasileiro, União Brasileira
de Escritores e Sindicato de Jornalistas.
Poema seu foi dito pela
atriz Neila Tavares no espetáculo Eu sou uma
mulher, no Bar O Viro do Ipiranga e no Centro Cultural Laura Alvim, no Rio de Janeiro,
durante meses.
Em novembro/dezembro de
1986 participa do seminário Erotismo,
Psicanálise e Cinema,
com três psicanalistas da Letra Freudiana
Eduardo Vidal, Elisabeth Tolipan e Paulo Becker-, a
artista plástica Vilma Pasqualini, os cineastas Arnaldo
Jabor, Nagisa Oshima e Roger Vadim, no III
FestRio de Cinema , realizado no Hotel
Nacional/RJ.
Ainda em dezembro faz a
palestra: Hai-Kai e Cultura Japonesa e é jurada do I Encontro de Hai-Kais, no Centro Cultural
São Paulo, a convite da Fundação Japão e do jornal
Portal, SP.
Em 1987, sai Linha dágua (Massao Ohno / Hipocampo,
Editores, SP/RJ), prefácio de Felipe Fortuna e
apresentação de Antonio Houaiss, com capa e
ilustrações de Kazuo Wakabayashi.
Cria, com Virgínia
Lombardi, o projeto Ver Ouvindo (gravações de livros em cassete para cegos, livros seus
e de autores, lançando-os na Biblioteca de Jacarepaguá,
com atrizes interpretando poemas: Maria Helena Dias,
Martha Overback e Sonia Santos).
Em outubro faz parte do
jurí do II Encontro de Hai-Kais, no Centro Cultural São
Paulo, julgando e apresentando poemas de poetas japoneses
em tradução sua.
Em novembro, recebe em
Salvador o Prêmio Nacional de Poesia Artur de
Sales 1987 da Academia de Letras da Bahia,
por unanimidade do júri, entre centenas de concorrentes
de todo o Brasil, com o livro inédito Berço
Esplêndido.
Em dezembro, na ABI
Associação Brasileira de Imprensa e no Espaço Cultural
Sérgio Porto é apresentada Fotopoesia,
exposição de fotos de Ruy Lisboa com poemas de Olga Savary.
Recebe o Prêmio
Eugênia Sereno 1988, com livro de contos
inéditos, pelo Instituto de Estudos Valeparaibanos, em
Guaratinguetá, SP. No mesmo ano, este livro é premiado
na Academia Brasileira de Letras.
Convidada pela Bienal
Nestlé de Cultura, em julho de 1988, participa com o
tema Erotismo na Literatura e
leitura de poemas seus.
Em maio de 1989, é
homenageada pela Secretaria de Estado da Cultura- Museu
de Literatura Casa Mario de Andrade, por 15 dias, por
serviços prestados à cultura do País, e 40 anos de
ofício (com palestras, vídeos, depoimentos, recitais
com o ator Felipe Martins e a atriz Isadora de Faria e
duas exposições de desenhos sobre seu trabalho de
Amélia Martins Rodrigues e Suely Regina Avelar).
Convidada a dar entrevista a Jô Soares, no SBT.
Jurada do III Encontro
Portal de Hai-Kais, realizado no Centro Cultural São
Paulo, faz palestra sobre poesia japonesa, com leitura de
haikaísistas japoneses e brasileiros. Participa do IV e
V Encontro Portal de Hai-kais nos anos de 1988,1989 e
1990, onde é homenageada como a primeira mulher a
publicar hai-kais entre nós e a grande divulgadora da
cultura japonesa no Brasil.
Em 1989, é editado Retratos.
Em 1991, é homenageada
pela Fundação Biblioteca Nacional, RJ, gestão de
Affonso Romano de Santanna, com dramatização de
atores da TV Globo (Ary Coslov, Dedina Bernadelli e
Mayara Magri) e música (flautista Helder Parente) no
Teatro do Texto.
Em 1992 lança a
Antologia da Nova Poesia Brasileira, organização sua,
considerada pela imprensa e crítica a maior antologia
feita no Brasil, com 334 poetas de todo o país, edição
da Fundação RioArte / Secretaria Municipal de Cultura
da Prefeitura do Rio de Janeiro/Editora Hipocampo.
Em 1994 saem dois livros
seus de poesia: Rudá e Éden-Hades. Participa da Poesia 1994, 1995 e 1996, série de palestras que dá em São
Paulo, a convite da Secretaria Municipal de Cultura,
sobre poesia brasileira e a sua própria.
Homenageada em 1995 com o
título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de
Janeiro, pelas mãos da escritora-deputada Heloneida
Studart, na ALERJ- Assembléia Legislativa do RJ,
no Plenário do Palácio Tiradentes, tendo como
presidente Sérgio Cabral Filho. Onze atores e atrizes
interpretam seus poemas no final da cerimônia, entre os
quais Alessandra Hatkopf, Denise e Cairo Trindade,
Salgado Maranhão, Sandra Barsotti e Zezé Polessa.
Em 1996, sai Morte de
Moema (edição de arte). Participa, a convite da
Secretaria Municipal da Cultura de SP, do Congresso
Internacional de Literatura do Mercosul.
Mulher do Ano -1996 pela
Secretaria Municipal de Cultura e Departamento e
Bibliotecas Públicas de São Paulo, gestão de Rodolfo Konder/Cláudio Willer, na Biblioteca Mario de Andrade,
SP.
Em 1997 é editado seu
1° livro de contos: O Olhar Dourado do Abismo.
Da década de 80 até
1997, saem vários discos e CDs com poemas de Savary,
musicados por Vânia Dantas Leite, Flávio Pantoja,
César Guerra-Peixe, Madan, entre outros compositores de
música erudita e MPB.
Faz parte do Instituto
Brasileiro de Cultura Hispânica. É Membro Titular da
Comissão da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da
ABI Associação
Brasileira de Imprensa.
Eleita presidente do
Sindicato de Escritores do Estado do Rio de Janeiro/ Casa
de Cultura Lima Barreto/ Teatro TESE, primeira mulher na
presidência, de 1997 a 2000. Todos esses títulos
honoríficos, pois, estas entidades culturais são de
utilidade pública e não visam fins lucrativos.
Indicada para o Prêmio
Machado de Assis/Conjunto de Obra 1997 pela Academia
Brasileira de Letras.
Em 1998, com 15 livros
publicados, tem mais 15 no prelo e a sair ( poesia,
conto, novela, crítica, ensaio, jornalismo literário),
somando agora 23 prêmios nacionais de literatura.
Aníbal Machado, Carlos
Drummond de Andrade, Marlos Nobre, Murilo Mendes, Sylvio
Meira, Virgínio Santa Rosa, entre outros, são
intelectuais dos quais se orgulha ser parente. E por
casamento, fazendo parte da família de Sérgio de
Magalhães Gomes Jaguaribe, também ficou parente (e
amiga) de Rachel de Queiroz, Pedro Nava e José de
Alencar.
Em novembro de 1996,
candidata-se pela primeira vez à ABL (Academia
Brasileira de Letras), obtendo expressiva votação dos
escritores da entidade.
Casada há 50 anos com a
literatura, Repertório Selvagem Obra Reunida (12 livros de
poesia), editada em 1998 pela Biblioteca Nacional /
Universidade de Mogi das Cruzes/ MultiMais, comemora este
longo caso de amor que de ambas as partes deu certo.