Regina Vater nasceu no Rio de Janeiro e teve como primeiros mestres Frank Schaeffer e Iberê Camargo.
Estudou três anos de arquitetura e, até mudar-se para os Estados Unidos, em 1980, trabalhou como artista gráfica para poder sustentar suas experiências artísticas.
Publicou mais de três livros infantis, sendo que "Tungo Tungo" e "Uma Amizade Temperada", ambos de sua autoria, e o "Elefante" (que ilustrou para Carlos Drummond de Andrade), são os de maior sucesso.
Como poeta visual possui trabalhos na maior e mais importante coleção de poesia visual dos Estados Unidos: "The Ruth and Marvin Sackner Collection". No fim dos anos sessenta trabalhou como assistente de cenografia, junto a Mário Monteiro, para a TV Tupi.
Como jovem em Ipanema, na famosa "turma de Ipanema", conviveu com a inteligência e o humor de Jaguar, Fortuna, Millôr, Olga Savary, Vera Figueiredo, Regina Coelho, Ismênia Dantas, Fernando Sabino, Fredy Carneiro, Carlinhos de Oliveira, Gabeira, Marcos Vasconcellos, isto só para citar alguns. Desde a sua primeira exposição individual em 1964, teve uma carreira bem intensa e precoce. Em 1967, já representava o Brasil junto com Hélio Oiticica, Rubens Gerchman e Anna Bella Geiger, na Bienal de Paris.
Nos anos setenta entrevistou personalidades da esfera cultural que foram publicadas em várias revistas, como: Isto É, Especial, Através, Interview, etc.
Uma das mais importantes foi a entrevista feita com John Cage (1976), do qual ficou muito amiga. Ela também entrevistou Joseph Beuys durante a Bienal de Veneza de 1976, em que ambos participaram. Em 1970, realizou a sua primeira instalação/ evento no Rio, "Magi(o)cean", (já inspirada em temáticas ecológicas e nas tradições afro-brasileiras)
. Naquele mesmo ano, concorreu no Salão de Arte Moderna com o registro fotográfico desta mesma obra.
Naquela mesma época ela se muda para São Paulo, onde foi trabalhar como assistente de diretor de arte das agências DPZ e MPM. No final de 1971, voltou a pintar, ganhando em 1972 o prêmio de Viagem do Salão de Arte Moderna, que a levou a Nova York pela primeira vez (1973).

Naquela cidade, tornou-se muito amiga de Hélio Oiticica, a quem considera uma das influências artísticas mais determinantes no seu trabalho.
Em 1974, morou em Paris por seis meses, onde encontrou e estreitou laços com Lygia Clark e Mário Pedrosa. Segundo Regina, ela também deve a Lygia Clark importantes influências nos assuntos de vida e arte. Depois de dois anos e meio em Paris, Londres, Lisboa, Grécia e NovaYork, retorna ao Brasil, passando antes por vários países da América Latina.
Em setembro de 1975 faz uma individual no CAYC de Buenos Aires onde, com a ajuda de Jorge Glusberg, produz seu segundo vídeo – o primeiro vídeo ela havia produzido em Paris, a convite da produtora Ruth Escobar, como um documentário sobre o grupo teatral que Ruth havia levado para o Festival de Outono naquela cidade.
De volta ao Brasil, encontra e se torna amiga de Augusto de Campos, cujo poema LUXO-LIXO lhe havia inspirado a sua obra realizada entre 1974 e 1975, com a qual ela representou o Brasil na Bienal de Veneza em 1976. Durante 1975-1979 expõe por toda a América Latina, Nova York e Europa em inúmeras individuais e coletivas. 
Em 1979, faz a curadoria (com ótima receptividade pelo mundo artístico nova-iorquino), daquela que foi talvez a primeira e mais compreensiva exposição de arte da vanguarda brasileira naquela cidade. Em 1980 muda-se para Nova York, tendo recebido um prêmio da Guggenheim Foundation, e lá trabalha e exibe ativamente suas instalações, inspiradas na metafísica das lendas amazônicas — trabalho já iniciado no Brasil em 1979.
Além de cerca de uma centena de instalações que já realizou, Regina também tem obras em fotografia, filme, vídeo, livro de artista, poesia visual, performance, eventos e desenhos. Através dos contatos estabelecidos durante a sua estadia em Nova York, continuou a ajudar a tornar mais visível tanto a arte brasileira como a arte latino-americana. Em 1982, edita um número da "Flue", para a Franklin Furnace – a primeira publicação americana sobre arte latino-americana de vanguarda.
Em 1984, organiza para a galeria Art Awareness (Nova York) uma mostra de arte experimental latino-americana, contando com nomes como: Alfredo Jaar, Ana Mendieta, Papo Colo, Liliana Porter, Catarina Parra, etc. Em 1985, muda-se para Austin, onde seu marido foi convidado a trabalhar. Participa ativamente de várias importantes mostras locais, como por exemplo, a Primeira Trienal do Texas, no Museu de Arte Contemporânea de Houston. Desde 1985, fez um incontável número de exposições (coletivas e individuais) em museus e galerias dos Estados Unidos, Europa e Brasil, incluindo recentemente uma mostra com oito instalações na prestigiosa ArtPace Foundation em San Antonio, Texas. Ganha diversos prêmios e dá inúmeras palestras e cursos tanto nos Estados Unidos como no Brasil.
Os vídeos que produz e apresenta na Austin Access Cable Television (onde também lecionou vídeo), são mostrados em inúmeros festivais e mostras de vídeo em Museus e Centros Culturais Internacionais. Desde 1992, veio ao Brasil três vezes, uma como artista em residência do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, e logo após com uma bolsa de viagem concedida pelo Arts International e National Endowment for the Arts.
Em setembro de 1992 monta uma instalação no Teatro Oficina, em São Paulo, para uma performance de Zé Celso Martinez Corrêa, que conclamava uma primavera cultural para o país. Regina tem textos de sua autoria em várias revistas e livros de arte americanos, tais como: Flue, Art Journal, High Performance, Heresies, New Observations, Center Quarterly (a Journal of Photography and Related Arts) e Gallerie Women's Art, e no livro "Voices of Color - Art and Society In The Americas", editado por Phoebe Farris-DuFrene. Atualmente, é colaboradora da seção SAMBAQUI – arte, cibercultura e tecnologia – no site IMEDIATA: http://www.imediata.com .

Participação em Palavrarte: Poeta, lembrei de você - Haroldo de Campos. Museus e galerias onde expôs: Museu de Arte Moderna e Petite Galerie (Rio de Janeiro), Bienal de São Paulo, Galeria Paulo Figueiredo, Gabinete de Artes Gráficas, Pinacoteca do Estado e Museu de Arte Moderna (São Paulo), Franklin Furnace, Americas Society, Clock Tower, PSI Museum, Museo del Barrio, Avant Garde Festival, Marina Urbach Gallery, Bronx Museum, Alternative Museum, Collective For the Living Cinema, Millenium (New York), Rosenwald Woulf Gallery (Philadelphia), Fisher Gallery (Los Angeles), Artist Book Works (Chicago), Mexican Museum, Yerba Buena Center for the Arts (San Francisco), Laguna Gloria Museum e Mexic-arte Art Museum (Austin), Corrington Gallagher Gallery (San Antonio), Artists Meeting Place (Londres), Ikon gallery (Birmingham), The Konimklijk Museum (Antuérpia), Galeria AR-CO (Lisboa), ArtPace Foundation (San Antonio) , etc… Poemas visuais