em que rua perdi
minha casca
de vidro?
em que guarda-chuva
de
nuvens
me dissolvi?
em que
medo?
em que
medro?
que destino me
adestra
a marejar
com as pedras
a resmungar
com o mar?
tísico de
revirar desertos,
deserto.
não morro
pela
essência
morro de
essência.
expira o
século
a vinte
em usura
exausto
a destilar
cinza ao suor.
de tule
a primavera
gane
sob as
unhas do feitor,
de tanga
a
servidão sorri
talhada
ao delírio voraz
de
ferir.
quem paga o
carcereiro
do mundo.
o censor da
paralítica paz?
Quem
adoçará o rancor
dos
bárbaros?
[...]
range o coração
sob as costelas
reza o
declinar do tempo
em seus
castelos
ferrovias
dormentes
sobre
plantações de crânios.
em meus sonhos
esqueci
meus limites?