O Lavrador de Palavras
- Mano Melo

                                                                                                 



     O autor

Mano Melo é poeta, ator, roteirista para cinema e vídeo. Desde 1979, quando retornou ao Brasil após viajar por dez anos através do mundo (América Latina, Europa, Ásia e África}, tem interpretado seus poemas em teatros, bares,centros culturais,universidades, escolas, eventos e congressos literários, até mesmo praças e praias, no Rio de Janeiro e muitas outras cidades.
A poesia de Mano Melo e seu modo peculiar de interpretação são bastante conhecidos do público.Alguns dos poemas de “O Lavrador de Palavras” fazem parte do espetáculo homônimo, que estreou na Casa da Gávea, Rio de Janeiro, em abril de 1999 e desde então vem percorrendo vários teatros e espaços culturais pelo Brasil afora.
Amor e paixão, Deus e liberdade, política, humor e crítica social se misturam numa poesia intimista, expondo as vicissitudes do ser diante da vida. 

 

 

O livro

Falando de poesia, Mano Melo é imbatível. Mas o dom da oralidade acaba obscurecendo outra qualidade fundamental do poeta: o apuro técnico, que lhe permite absorver com naturalidade influências tão díspares quanto Patativa do Assaré e Fernando Pessoa. Agora, finalmente depois de tantos anos na Estrada, Mano Melo publica uma coletânea de seus melhores poemas, muitos deles conhecidos e consagrados em recitais pelo Brasil inteiro, como Sexo em MoscouMadona.
Este é um livro para ler e reler, e se emocionar ou derreter de rir, curtindo cada verso. 
                                         Claufe Rodrigues, poeta e jornalista 

O Lavrador de Palavras é surpreendentemente engraçado e profundo. Mano Melo é um sensível observador que faz explodir a contemporaneidade poética que a gente não consegue enxergar.
                                                  Cláudia Alencar, poeta e atriz  

Mano Melo é tradição vida poesia. Poeta – show! 
 
                                  Pedro Bial,  jornalista, poeta e cineasta 

Um poeta urbano, contemporâneo, ao mesmo tempo antigo e rural. Mano Melo é fundamental.      
                                                                Antônio Grassi, ator 

 

Lendo cartas de Van Gogh a Theo 

ESCREVER é o que resta.
Espremer os sentidos como uma laranja.
Ouvir os sons do silêncio mudo.
No burburinho da cidade imunda,
Com suas inumeráveis descargas abertas e tortas
Seus miseráveis abortos de carnes vivas e mortas.
 

Olhando pela janela do ônibus
Andando a pé
Sentado no último vagão do metrô vazio
Passeando entre os iguais de diferentes tribos
Vou fazendo versos.
Cru cozido grelhado assim e assado
E et caterva
Assim escrevo.
Mergulhando no lago largo e amargo de amor e lama
Chamado o âmago
Em busca da melhor forma na expressão.
Descobrir a cor de cada palavra
Como Van Gogh descobriu as cores de cada cor.

                                                Mano Melo

                             ( in: O lavrador de palavras )

 

O poeta e ator Mano Melo vem apresentando em teatros de várias cidades brasileiras o espetáculo O lavrador de palavras, em que encena textos do livro. Clique aqui para obter  informações. 

O Lavrador de Palavras é o melhor espetáculo que vi nos últimos meses. A gente respira o Brasil.
                                              Ana Helena Gomes
, jornalista 

É surpreendente a revelação de Mano Melo como ator porque, como poeta, ele já é consagrado”.  
                                                 
Paschoal  Meirelles, músico   

Qualquer palavra interpretada por Mano Melo vira obra-prima.  
                                            
Esdras Nascimento
, romancista

 Melo, Mano. O Lavrador de Palavras. Rio de Janeiro, Bapera Editora Ltda., 2000.

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