Paulo Mendes Campos  

           por   Luís Sérgio dos Santos

 

    Na casa de meus vinte anos, fui colega de faculdade de medicina de Gabriela, que além de estudar medicina, pintava quadros com tinta óleo. 
   
 Um dia, a amiga me presenteou com uma de suas obras: uma floresta.  
    Trago comigo este quadro. E, hoje, aqui o planto como ilustração de  um poema de seu pai, Paulo Mendes Campos, e que também fala de folhas. 
 

Se este avião caísse, com ele cairia um homem  que pelo menos
entenderia a fábula da folha que se desprendeu
 e desapare-
cia; e assim seu coração, na terra, no mar e no céu, como
 
 
de triste e maduro caísse, não se surpreenderia, nem recla-
maria;
 pois se esse aflito coração, de ter amado e sofrido, na
amplitude de morte se conformaria; 

 
 
  in: Moscou-Varsóvia (1956)  
  

    É um poema fantástico. Alguns dos melhores poemas que conheço em língua portuguesa são também de Paulo Mendes Campos.  

                                                Luís Sérgio  dos Santos 

     

Óleo sobre tela (0,38cm x 0,46cm)

      A Editora Record ( Civilização Brasileira) está lançando a obra completa de Paulo Mendes Campos.
      Já se encontram nas livrarias:

  • O amor acaba

  • Brasil brasileiro;

  • Os murais de Vinicius e outros brasis

       Ainda serão lançados mais quatro volumes.